Eles pintam, lixam paredes, nivelam concreto, fazem medições e carregam material. E já estão trabalhando em obras no Brasil.
Uma reportagem publicada nesta semana pela Metro Quadrado mostrou que a construtora mineira Minas Brisa colocou 12 robôs em operação em dois canteiros de Belo Horizonte. As máquinas vêm da fabricante chinesa BMR e percorreram cerca de 17 mil quilômetros até chegar às obras mineiras. Segundo a matéria, um único profissional chega a operar três ou quatro máquinas ao mesmo tempo.
A frase que resume a proposta é do diretor executivo da empresa, Marcos Almeida Magalhães Jr.: “Não queremos substituir os pedreiros. Queremos que eles se tornem cada vez mais operadores”.
Por que isso está acontecendo agora
A resposta está no canteiro. Em fevereiro, 41,6% das empresas da construção apontavam a escassez de mão de obra qualificada como um dos seus principais problemas, segundo a Sondagem da Construção do FGV IBRE, citada na reportagem.
E a pressão deve continuar. Levantamento divulgado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) aponta a necessidade de incorporar 300 mil novos trabalhadores ao setor nos próximos ciclos, com falta de perfis como mestres de obras, armadores e operadores de máquinas pesadas.
Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser vitrine e passa a ser ferramenta de produtividade. O interesse é real: segundo a Metro Quadrado, cerca de 900 empresas já se cadastraram para conhecer os equipamentos.
O pedreiro não sai de cena. Ele muda de função
O ponto mais interessante da reportagem não é o robô em si, mas o que acontece com as pessoas. O profissional que antes lixava a parede passa a programar, acompanhar e conferir o trabalho da máquina. É uma mudança parecida com a que a indústria automotiva viveu décadas atrás nas linhas de montagem.
Isso exige treinamento, novas rotinas de segurança e um olhar diferente para o planejamento da obra. E, principalmente, mostra que a experiência de quem conhece o canteiro continua sendo insubstituível.
Como a Century acompanha essa transformação
Na Century, acompanhamos de perto as inovações tecnológicas da construção, e muitas delas já fazem parte da nossa rotina de obra:
- Projeto em BIM, com as interferências entre estrutura, arquitetura e instalações resolvidas no modelo antes de chegar ao canteiro;
- Monitoramento por câmeras 24h nas frentes de serviço, acessos e áreas críticas, com histórico gravado;
- Tour 360° semanal, que permite ao cliente comparar o avanço da obra sem precisar ir ao canteiro;
- Diário de obra digital, com o registro rastreável de cada dia de trabalho;
- Equipamentos que reduzem esforço e risco, como plataformas elevatórias para trabalho em altura e concretagem por bombeamento;
- Sistemas industrializados, como o steel frame e o drywall, que deixam a obra mais limpa, rápida e silenciosa dentro de plantas em operação.
A aplicação de cada tecnologia varia conforme o escopo e o orçamento de cada contrato, sempre alinhada ao que o cliente precisa e contratou.
O que não muda é a nossa postura: seguir estudando, testando e trazendo para a obra as soluções que fazem sentido para entregar com mais segurança, previsibilidade e qualidade.
A Century concorre ao Caneca de Ouro 2026
Falando em inovação: a Century está concorrendo ao Prêmio Caneca de Ouro 2026, do Café com Comprador, na categoria Empresa Destaque em Inovação, com o case Obra Transparente, que une BIM, monitoramento 24h e gestão remota 360°.
A votação popular vai até 30 de outubro, com um voto por pessoa. Se esse trabalho faz sentido para você, deixe o seu voto:
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Fontes:
- Metro Quadrado, “Nos canteiros, o novo ajudante de pedreiro vem da China” (30/09/2026): https://metroquadrado.com/residencial/nos-canteiros-o-novo-ajudante-de-pedreiro-vem-da-china
- Brasil Inovador, “Construção civil projeta demanda por 300 mil trabalhadores e articula gestão compartilhada para sustentar expansão” (30/09/2026): https://brasilinovador.com.br/construcao-civil-projeta-demanda-por-300-mil-trabalhadores-e-articula-gestao-compartilhada-para-sustentar-expansao/
- FGV IBRE, Sondagem da Construção (dado citado pela Metro Quadrado)

